Descrição
Tudo sobre o ADC ZWO
Para obter os melhores resultados possíveis na observação (e especialmente) na astrofotografia planetária de alta resolução, existe há alguns anos um sistema capaz de limitar os efeitos nocivos da nossa atmosfera. Apesar de extremamente útil e protetora, a atmosfera terrestre funciona como um prisma quando a luz proveniente do vácuo espacial a atravessa. Isso provoca a deformação da radiação incidente, fazendo com que cada comprimento de onda siga um trajeto diferente — o que afeta a qualidade final da imagem do astro planetário observado.

Explicação do fenómeno da dispersão atmosférica
Este efeito, conhecido como “dispersão atmosférica”, pode ser atenuado com a ajuda de um corretor (ADC) equipado com prismas que “recombinam”, em parte, o espectro incidente. Para os observadores situados em latitudes superiores a 30°, onde os planetas estão geralmente baixos no horizonte, o uso de um ADC torna-se praticamente indispensável para obter as melhores imagens possíveis de Júpiter, Saturno, Marte, Vénus (e também da Lua).
Importa referir que outros fatores além da atmosfera e da latitude do local de observação influenciam também a qualidade da imagem: a altitude, a humidade relativa do ar (higrometria), entre outros.
Exemplo de utilização

Teste do ADC ZWO. À esquerda (sem ADC) / À direita (sem ADC, com realinhamento manual de cada canal de cor) / Ao centro (com ADC)
Para obter os melhores resultados, é altamente recomendável (mesmo sem ADC) realizar as capturas com uma grande razão focal. Não hesite em utilizar uma lente de Barlow ou uma TeleVue Powermate para atingir uma relação f/D de f/10, f/20 ou mesmo f/30.





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